DEFENJUTSU, HABILIDADE NO COMBATE COM FACAS

DEFENJUTSU E O COMBATE COM FACAS 
Facas: esse nome traz à mente tantas idéias conflitantes que se torna necessário buscar na noite dos
tempos a origem dessa ferramenta tão importante quanto útil e controvertida.
Quando o primeiro homem descobriu o que uma pedra afiada poderia fazer por ele (e com ele), estava descoberta a primeira faca. Talvez essa primeira faca tenha sido usada para cortar a carne de animais abatidos, talvez tenha ferido seu próprio usuário – pouco importa.
Desse dia em diante, a faca passou a ser parceira inseparável do homem em sua aventura por este planeta.
Neste trabalho, devotamo-nos a explorar a quintessência dessa primitiva e insubstituível ferramenta: seu uso em combate, na proteção pessoal e nos confrontos que o ser humano tem com seus semelhantes. Embora a imensa maioria dos homens brasileiros tenha, em determinada fase de sua vida, treinado alguma forma de luta, pouco aprenderam sobre essa simples, porém formidável forma de combate: a luta com facas.Mesmo os mais avançados praticantes das artes marciais tem tido pouco acesso à realidade do combate com armas brancas, posto ser essa uma forma de luta tão perigosa que sua prática fica restrita a uns poucos movimentos coreografados, muito distantes da realidade encontrada no mundo violento que nos cerca. Em um combate real com facas, o adversário é imprevisível, violento, seu único propósito é no melhor dos casos, agredi-lo, porém, devemos esperar que seu objetivo seja tirar a sua vida. O adversário, nunca irá facilitar a sua defesa, tão pouco aqueles movimentos treinados nas academias serão fáceis de serem
repetidos na rua. Devemos pensar em uma técnica de defesa pessoal que possa ser utilizada por qualquer pessoa, independente de suas limitações físicas, preparando o indivíduo para se moldar ao adversário estudando a situação, empregando as técnicas e táticas corretas para o momento. Ao mesmo tempo qualquer método eficiente deve constantemente ser colocado em prática para achar soluções para novas situações de violência que afligem o dia-a-dia do homem contemporâneo.
Outro ponto é o apego ao tradicionalismo que estrangula o desenvolvimento de muitos métodos. Executar exercícios formais, cujo objetivo é preservar a essência do estilo, não capacita a pessoa a se defender de um marginal na rua. O dinamismo e versatilidade do seu método podem ser a diferença que pode salvar a sua vida! A faca tem um aspecto marginal, sendo usada por bandidos, psicopatas e até por terroristas, isso se deve principalmente por: Ser fácil de ser escondida; Ser silenciosa;
Não apresentar falhas de funcionamento mecânico como as armas de fogo; Exigir pouco treinamento;
Ser fácil de ser encontrada e portada; Ter baixo custo; Ser de fácil manufatura (os agentes penitenciários encontram centenas delas nas revistas nos detentos).
Se o marginal tem uma vantagem, o cidadão comum deve equilibrar a situação. Na atualidade o porte da arma de fogo está sofrendo terríveis sanções, pessoas que lutam pelo “politicamente correto” e pelos direitos humanos do bandido fazem uma campanha pelo desarmamento da população, porém, se em um futuro próximo não for possível portar uma arma de fogo, muitos acabarão se voltando para outros meios de defesa, inclusive com facas. Em situação de curta distância, a faca é sem dúvida alguma sua melhor arma de defesa pessoal. Existem pessoas apaixonadas pela cutelaria, porém, na maioria das vezes, possuem a ferramenta sem ter noções de como utilizá-la. Esse é o maior erro que podem cometer, não confie na arma em si, apenas o treinamento trará sua eficiência.
A faca como instrumento de defesa é o nosso foco principal nesse livro e deve ser estudado por várias
razões, como: a) Por sua simplicidade, rápido aprendizado e memorização;
b) Conhecer os riscos que a arma apresenta, podendo executar uma melhor defesa;
c) Maior poder de intimidação, podemos usar a faca para estabelecer nossa superioridade emocional
sobre o adversário, o que na maioria das vezes, não conseguiríamos apenas com nossos atributos
físicos; d) Equilíbrio de forças – com uma arma podemos enfrentar um oponente mais forte, ou vários
oponentes simultaneamente; e) Para completar os conhecimentos de defesa pessoal;
f) Como arma de reserva (backup). A faca não é necessariamente um instrumento da violência, mas pode ser uma ferramenta para conter a violência.

O COMBATE COM FACAS NA ATUALIDADE
Por muito tempo, a faca foi considerada uma ferramenta marginal, a arma da traição, sempre relegada a um segundo plano como instrumento de defesa e combate.
Foi Michael D. Echanis, militar e artista marcial norte-americano, o responsável pelo renascer da
disciplina do combate com facas. Echanis convenceu seus superiores a introduzir o combate com facas como disciplina para os integrantes das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos.
Deixou uma trilogia de obras sobre combate pessoal, hoje rara, mas tendo influenciado todo uma geração sobre a importância do combate com facas para a defesa pessoal do militar.
Seguindo seus passos, muitos outros autores publicaram obras que variam do básico ao extremamente
complexo, sempre versando sobre o mesmo tema: combate com facas.
Hoje, o combate com facas é estudado em praticamente todas as forças armadas do mundo, com muita variação na qualidade nas suas técnicas.

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